segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

NADA ALÉM


Olhar perdido na linha do horizonte,
preso ao nada,
cerro minha fronte.

Certo, sei que sou forte,  
firmo o olhar!
o nada que vejo,
há de confortar.


Nada além...

Vidas perdidas,
mentes vazias,
o nada que sou!

Só,
Como só que sou,
espero o sol...

Nada além...

Ainda assim,
se o sol não vier, 
esperarei...
nem só o sol me basta!

Basta-me sim,
desse olhar perdido
no horizonte sem fim,
saber que esperas
por mim.

tioed (15/01/2022)




quinta-feira, 11 de novembro de 2021

LENÇÓIS

Gosto das verdades,
das coisas errantes,
gosto dos amores
dos mundos distantes...

Gosto das coisas pegantes...

Gosto dos lençóis
que nos envolvem,
cúmplices das dores,
testemunhas dos
nossos amores...

Lençóis,
emaranhados de barbantes,
horrores das nossas noites,
que depois dos açoites,
quedam-se, no silêncio 
dos amantes.

tied (10/11/2021)

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

DESTINOS

DESTINO

Mundos certos,

caminhos abertos,

plena amplitude,

estávamos certos

na flor da juventude...


Não por opção,

por obra do destino,

donos de nós mesmo,

traçamos nossos caminhos,

jogos da vida, a esmo...


Mundos desertos,

tortos ou certos,

a vida é minha,

não importa a estrada,

sou eu quem por ela caminha...


Assim se faz, se vai, 

Se esvai a juventude,

não sei se certo ou errado,

o amanhã dirá,

é meu destino,

fiz o que quis, fiz  que pude.


tioed (13/10/2021)





quarta-feira, 6 de outubro de 2021

FORA E AFORA

Estava eu lá fora

por gente feia caminhando afora,

estava eu pensando,

andando, saí de fora,

busquei um livro,

segui pelo mundo a fora,

o livro afora,

mostrou-me a aurora,

caminhei me amando...


Tioed, 06/10/2021


(pequena e sutil,

assim se faz a grande poesia)




terça-feira, 28 de setembro de 2021

HORIZONTES


Os versos de um poeta não têm dono,

poetas também não tem donos...

nem as musas os prendem,

as musas os perdem,

poetas e musas,

sóis e luas...


Suas mãos não seguram as minhas,

como as minhas,

não seguram

as suas.


Portanto por ora eu paro, não mais escrevo

susto minhas mãos, deixo as canetas

essas vadias escrevem

versos alhures,

pedidos,

pernetas.


Ora, se não são meus nem seus, os versos,

aquieto meus feitos, meus vãos.

Esses pequenos perversos

deixam minha alma,

peito meu te acalma,

segura por vez,

minha mão.


Versos que jogo aos montes, querida,

por favor, não me afrontes,

não são meus, nem seus

deixe-os perdidos,

ao lado, sim,

nos horizontes.


tioed (28/09/2021)





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