preso ao nada,
cerro minha fronte.
Certo, sei que sou forte,
o nada que vejo,
há de confortar.
Nada além...
Vidas perdidas,
mentes vazias,
o nada que sou!
DESTINO
Mundos certos,
caminhos abertos,
plena amplitude,
estávamos certos
na flor da juventude...
Não por opção,
por obra do destino,
donos de nós mesmo,
traçamos nossos caminhos,
jogos da vida, a esmo...
Mundos desertos,
tortos ou certos,
a vida é minha,
não importa a estrada,
sou eu quem por ela caminha...
Assim se faz, se vai,
Se esvai a juventude,
não sei se certo ou errado,
o amanhã dirá,
é meu destino,
fiz o que quis, fiz que pude.
tioed (13/10/2021)
Estava eu lá fora
por gente feia caminhando afora,
estava eu pensando,
andando, saí de fora,
busquei um livro,
segui pelo mundo a fora,
o livro afora,
mostrou-me a aurora,
caminhei me amando...
Tioed, 06/10/2021
(pequena e sutil,
assim se faz a grande poesia)
Os versos de um poeta não têm dono,
poetas também não tem donos...
nem as musas os prendem,
as musas os perdem,
poetas e musas,
sóis e luas...
Suas mãos não seguram as minhas,
como as minhas,
não seguram
as suas.
Portanto por ora eu paro, não mais escrevo
susto minhas mãos, deixo as canetas
essas vadias escrevem
versos alhures,
pedidos,
pernetas.
Ora, se não são meus nem seus, os versos,
aquieto meus feitos, meus vãos.
Esses pequenos perversos
deixam minha alma,
peito meu te acalma,
segura por vez,
minha mão.
Versos que jogo aos montes, querida,
por favor, não me afrontes,
não são meus, nem seus
deixe-os perdidos,
ao lado, sim,
nos horizontes.
tioed (28/09/2021)