Hoje você não me amou...
Chegou em casa, não foi ao banho,
(senti, estava cansada), tirou a roupa
e se deitou.
Sua pele suada,
meio molhada,
gotas de orvalho
ou de suor...
Ofegavas...
Deitada ao meu lado, se debruçou.
Pasmo, estavas comigo eu estava contigo
você nem notou.
Seu corpo ao meu lado,
jogado,
meio coitado,
esparramado,
senti seu odor.
Voce mulher,
sem perfumes, sem disfarces,
era você em plenitude...
Vi a planta dos seus pés,
(não me contive)
seus calcanhares,
panturrilha..
coxas firmes, grossas, saradas...
fui mais além,
Oh, dó...
uma calcinha te cobria,
passei por cima,
(mesmo assim te observava)
Nádegas carnudas
(diria gostosas)
doces de se admirar
(e eu admirava).
Segui suas vértebras,
uma à uma, do cóccix à nuca,
que nunca vou desprezar.
Parei...
Me debrucei,
este pescoço que tanto amei,
beijei, me deleitei.
(senti um suspiro ofegante,
amada, amiga, amante)
te abracei.
Beijei seu pescoço, partindo da nuca
roçando as vértebras,
(ao lado, suas costas).
Minhas mãos te apalpavam,
acariciavam,
(lingerie),
de novo a calcinha,
senti o elástico, baixei.
Nádegas desnudas,
gostosas, carnudas,
eu, de lábios molhados,
sua bunda beijei,
mordi sua bunda,
(você despertou)
voltei a morder,
(gostosas nádegas)
baixei
virilhas, coxas, panturrilhas,
até o calcanhar.
Não paro aí,
vou às plantas dos pés,
tornei a beijar.
Desperta, esperta,
você me abraçou.
como em um filme,
tudo que fiz,
retornou,
me amando,
como sempre me amou...
(chama-se IDA E VOLTA,
ou, uma noite quase perdida)
tioed 23/06/2012