quinta-feira, 29 de maio de 2014

PRISCILLA

                                                                     Nem sempre
quando abrirmos a porta,
veremos o quintal...
   
Quando subirmos a escada,
veremos o degrau...
   
Ao abrirmos um livro,
saberemos o texto...
   
Vendo os olhos,
teremos o conhecimento...
   
Um dia eu procurei o amor,
abri a porta,
não estava no quintal...
   
Uma escada escalada,
foi fatal,
nem ali estava...
   
Te encarei,
me abrigavas...
   
Quando pensei te dar presentes,
me presenteavas...
   
É bem simples,
falando em "Meios"
me carinhavas...
   
Quando fui levar teu presente,
o maior presente me davas...
   
Cravavas meu nome 
na tua glória...
   
Nem sempre
são minhas 
as tuas palavras...
   
bjs
   
(tio ed) 29/05/2014
   
À minha querida sobrinha
desejando sucesso total
em sua nova peça: "MEIOS"

sábado, 24 de maio de 2014

ENCRUZILHADA

Ruas, mãos nuas,
por onde vou caminhar?
   
Gélida se faz a noite,
fujo do meu abrigo,
deixo meu lar...
   
Mãos vazias,
tristes, frias,
não sinto meu calcanhar...
  
Esquinas...
ruas perdidas me beijam,
invadem meu ser...
   
Ruas tristonhas,
busco você...
   
Ruas cruas,
ruas duras,
o frio gela minhas mãos...
   
Mãos nuas
procuram as suas...
   
por onde vou caminhar?
   
Tio ed (24/05/2014)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

ÓDIO (O DIO)


Se ainda não bastassem minhas penas,
meus maltratos, destratos...
maldiria meus caminhos...
   
Vou jogar meu pouco de ódio...
   
Odeio sair de casa,
abrir minha porta,
ver a tua apagada,
fechada, para os dias 
que se abrem...
   
Ao menos uma vez,
acenda a luz,
abra a janela...
   
Não quero te ver esquecida,
escurecida,
jogada,
como sendo ninguém...
   
Odeio os teus obscuros,
saia do escuro,
vem para a luz,
onde te possa ver,
te amar,
te querer...
   
(tioed)
 05/05/2014
   
Quando abrires a janela,
verás, talvez, o raiar do sol,
ou apenas meus olhos,
olhando para ela...