AMANHECER NA PRAIA
Quebro agora a regra dos bons princípios,
vou te deixar me amar, vou te amar como sempre amei.
Em tuas mãos deposito o frasco que sempre foi teu.
Vês como palpita? Sentes este pulsar?
Tire a cortiça, abra esta garrafa,
encha tua taça, beba,
deixe as borbulhas explodirem no ar.
Após a primeira taça,
sentirás as borbulhas acariciando
a ponta do teu nariz.
Olhares fixos.
meus olhos, profundamente nos teus...
Ah! Deus,
a pura verdade,
adeus amizade.
Nada mais existe, vejo o mundo a ruir,
me deleito na volúpia dos teus lábios,
te amando, deixando o amor fluir.
A brisa úmida salpicando nossos rostos,
brisa leve a soprar,
ficamos os dois expostos,
livres, libertos...
a frente, o mar...
Trêmula, minha mão acaricia teu semblante,
mão traidora, não pude refrear,
os olhos acompanham minha mão louca,
meus lábios desejando beijar tua boca.
Um frenesi de louco amor, acontecia.
Você não falou. Nada se podia falar...
Simplesmente foi tateando, tatuando,
crivando tudo na minha alma...
Como posso apagar?
tioed (17/06/2018)
Fruto dos nossos furtos, essa poesia ficou adormecida.
Hoje, revendo meus rascunhos, ela aflorou,
completei-a e entrego em tuas mãos,
como se a ti oferecesse uma taça de vinho.