quarta-feira, 28 de novembro de 2018

SEM TEMPO

Prostrado,
aproxima-se de mim,
o chão que tanto pisei.

Indignado,
não vejo o sol nascer,
não vejo o sol morrer.

Parado,
aqui não tem horário de verão,
o sol não se apressa em chegar,
não tem hora pra sair.

Passado,
como as ondas do mar,
que vieram, molharam meus pés,
e se foram, sem se despedir.

Presente,
como a sua alma,
que se apossa da minha, 
me fazendo calar, chorar e sorrir.

Futuro, 
de mãos atadas, 
olhos vendados, 
não posso prever.

Sonhos! 
Sonhar eu posso,
te prendo, 
vivo ao teu lado,
até morrer.

tioed (17/11/2018)


NESSUN TEMPO

Prostrato,
mi si avvicina,
il terreno su cui ho calpestato.

Oltraggiato,
non vedo l'alba,
non vedo morire il sole.

Ancora,
qui non c'è l'ora legale,
il sole non si precipita ad arrivare,
non c'è tempo per andarsene.

Passato,
come le onde del mare,
chi è venuto, mi ha bagnato i piedi,
e andò, senza salutare.

Presente,
come la sua anima,
che prende la mia,
rendendomi silenzioso, 
piangendo e sorridendo.

Futuro,
di mani legate,
bendato,
non posso prevederlo

Sogni!
Posso
 sognare,
ti tengo
vivo al tuo fianco
fino alla morte.


tioed (17/11/2018)