Eis aqui, meu corpo que jaz,
desfazendo o que não mais se faz;
Eis o moribundo
pobre vagabundo
esquecido que já houve paz.
Inda lembro, em nosso frenesi,
tuas mãos roçando minha nuca,
tuas unhas cravando meu pescoço,
meus braços,
minhas costas...
Tu fazias, com graça,
as coisas que mais gostas.
Eis-me assim,
o corpo dilacerado,
todo arranhado,
todo amassado,
todo amassado,
corpo rasgado,
pelos amores que nos fizeram felizes.
Eis minha vida,
pobre, esquecida,
minha alma cravejada.
Vês, que com teus jeitos,
abrindo teus peitos,
amantes perfeitos,
sem termos defeitos,
sem termos direitos,
fomos felizes?
fomos felizes?
Vês?
Vês que por mais que me amasse,
meu rosto beijasse
nas manhãs pueris,
com toda graça,
te fizestes infeliz...
Sim, te tornastes meretriz,
me podando pela raiz,
a rainha das prostitutas,
a mais bruta das brutas...
Roçando meu pescoço,
só deixastes cicatriz.
tio ed 25/12/2011
Vês que por mais que me amasse,
meu rosto beijasse
nas manhãs pueris,
com toda graça,
te fizestes infeliz...
Sim, te tornastes meretriz,
me podando pela raiz,
a rainha das prostitutas,
a mais bruta das brutas...
Roçando meu pescoço,
só deixastes cicatriz.
tio ed 25/12/2011
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