terça-feira, 11 de dezembro de 2012

SONHOS

  
Meus sonhos já não me deixam dormir,
quero acordar, curtir...
sonhos me envolvem,
me pegam, não me deixam sair...
 
São como braços que me pegam,
que me envolvem, algemas presas,
tapam minha boca, me ofegam,
me ofuscam, abrem minhas represas...
prendem minhas presas...
  
Levadas, maldosas,
me perco nas prosas,
plantei espinhos, me vêem as rosas...
  
Meus sonhos não me deixam dormir...
me pegam aos dias,
matam minhas noites...  
  
Chicotes, chibatas,
de tanto que me maltratas,
meu leito me apaga,
não mais me afaga
não me deixa sonhar...
  
Não me deixa viver,
não me deixa te amar...
  
Não te amando, sonho...
sonhando, te amo...

Me tenha na cama,
no seu pensar...

Sou teu,
simplesmente sonhos,
pode me beijar...
  
tioed (05/12/2012)
  
 


CHUVAS

  (Não veja o presente,
antes de rasgar o papel...)

Tuas faces não esperavam,
teus olhos te traíram,
se entreabriram,
te denunciaram...
  
Correm duas gostas pela vidraça,
pego meu lenço,
busco secá-las...

Não posso,
meu lenço é pouco,
ainda assim, tento acalma-las...
 
Levo meus lábios,
tento sugá-las...
  
Ainda choras...
   
Faces molhadas,
olhos vermelhos,
duas gotas
 te escravizaram...
   
tioed 05/12/2012

 Quando somos sensíveis,
lenços não secam as lágrimas,
lágrimas não mostram as dores...
  
Jardins, não trazem perfumes,
raízes não trazem as flores...


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

RUINAS

  
Meus castelos não me abrigam,
estão em ruínas,
se despedaçam,
se perdem pela vida.
 
Os passos arrastam correntes
confundem meus pensares,
duvidam das minhas mentes...
  
Esses castelos aos poucos desmancham,
tropeço nas pedras,
as mesmas que
machucam meus pés.
  
Ainda assim,
me desabrigo, me desobrigo,
me deixo aos vãos,
peço às mãos,
já que os pés não fazem...
  
Já que os pés não me levam,
me deixo quedar,
me ponho a morrer,
sem te querer,
sem te abraçar.
  
Os tijolos,
base fiel desta casa,
se despedaçam,
se desmancham,
voltam à areia,
se fazem pó,
assim como o sangue
na minha veia,
se destroem,
se perdem....
  
Tristes sinas,
evaporam,
perco castelos,
derramo meu sangue,
o que foi forte,
se tornam ruínas....
  
tioed 03/12/2012


 
 
 


HORAS, oras

 Horas...
Por quantas esperei?
  
Pelo nunca que as tive,
horas por horas,
dias por dias,
oras, por oras...
  
tioed 03/12/2012