domingo, 27 de outubro de 2013

CALÇADAS

Calçadas

Entre as duas, uma rua
pobre, pelada, sem asfalto...
rua nua...

Nada se passa por ela,
rua feia, sem cor...
rua amarela...

Ao lado, duas calçadas,
pouco vividas,
pouco pisadas...
   
Parecem longe,
se sentem afastadas,
tristes calçadas...

Em uma estou eu,
largado, esquecido,
triste plebeu...

Na outra existe alguém,
que, com desdém,
nem me percebeu...
   
Calçadas da vida,
quem as nota, sou eu...

Uma é minha,
na outra,
 a rainha
não vê o plebeu...
   
tioed (27/10/2013)

sábado, 26 de outubro de 2013

ONTENS

Dias perdidos
quase vencidos...
  
De repente a vida me volta
abro a porta,
me dou ao mundo.   
   
Doce guarida,
pegas meus dias,
envolve meu mundo...
   
E de repente eu acordava,
outra manhã se decorava,
passava por mais uma...
      
Mais um dia na minha vida,
outro amanhecia,
voltava a morrer, 
voltava a me matar,
novos dias...

Os dias, todos eles nascem,
nascem com o sol,
com a doce brisa da manhã,
novos são os dias,
que pegam minhas almas vadias,
vazias, sem um "porque" ...
   
Dou-me aos meus dias,
às novas vidas,
porem não entrego
as vidas sadias
que me trazem você...

Noites mortas,
dias passados,
dos meus "ontens" maltratados,
dias morridos,
quase perdidos,
nasce você...
   
(Dias perdidos,
passaram-se breves,
dias leves,
outros amanhecem,
(os ontens),
não os esqueço,
guardo o próximo dia,
da noite tardia,
que estarei com você)   
    
tioed (26/20/2013)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

VEIAS

Por onde correm os sangues,
vidas estanques,
eternizo um mundo...

Vidas que correm,
pulsos expulsos,
me quedo,
me entrego aos medos...
   
Me dou aos meios,
os meu desejos,
os meus anseios
correm por dentro
de mim...
    
De repente
uma alma ausente,
vaga...

  (só tu a terás)
  
Não me afaga,
me embriaga
por dentro de mim.
   
Meu corpo se faz assim,
meu sangue jorra,
meus caminhos se perdem...
   
Quem puder ver,
verá,
meu sangue
correndo
em mim...
   
tioed (22/10/2013)

OUTRAS VIDAS

Nem sempre assim
se deram meus corpos,
se deram as alegrias,
claras vidas,
bem vindas...
   
Almas caindo aos meus quintais,
jogadas, ou penduradas aos varais,
todas presentes,
 poucas carentes,
meus ancestrais...
   
Posso,
 por vezes
 parar,
me entregar,
me dar por elas...

Vidas loiras,
azuis, amarelas...

 Sempre as mesmas,
sempre aquelas...
   
Almas benditas,
por mais que malditas,
vivem em mim...

E,
 sempre assim,
meu corpo morre,
dou minha vida, 
para aquelas,
 que ainda pobres,
 passaram 
por mim....
   
tioed (21/10/2013)

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

MÃOS VADIAS

Assim se perdiam meus dias,
nas noites vadias,
faltava você....

Noites perdidas,
jogadas às  lamas
buscavam meu corpo...

Assim, 
buscando em mim, 
achava você...
Mãos vendidas,
vagando,
buscando
viver,
perdiam você...

Mãos vagabundas,
mãos perdidas,
jogadas ao léu,
buscavam as vidas.
Mãos perdidas,
carentes de mim,
perderam você...
   
(tioed) 18/10/2013)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

RETORNO

De tudo que quis jogar,
das minhas mãos afastar,
houve a volta,
passando por mim,
vidas perdidas,
jogadas aos pés...
   
Procurei abrigos,
não tive amigos
que pudessem me abraçar...
   
Vidas eternas,
minhas cavernas
me darão moradas,
em minhas paradas
inda hei de achar...   
   
Jogo as emoções,
meus corações,
me dou por perdido,
por não saber quem és...
   
tioed 08/10/2013
   

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

UM DIA DEPOIS

 Ontem estava assim
certo de mim,
buscando caminhos...
   
Não tive carinhos,
dias perdidos,
sem afins...
   
O ontem, 
posso esquecer...
   
Não vou morrer
tua vida,
me dá a vida,
teu coração
me faz viver...
   
Ontem te fiz morrer...
      
Hoje,
 quase acordado,
me sinto amado,
aprendo o viver,
apreendo o amanhecer...

O ontem 
passou...
   
tioed (03/10/2013)