terça-feira, 22 de outubro de 2013

OUTRAS VIDAS

Nem sempre assim
se deram meus corpos,
se deram as alegrias,
claras vidas,
bem vindas...
   
Almas caindo aos meus quintais,
jogadas, ou penduradas aos varais,
todas presentes,
 poucas carentes,
meus ancestrais...
   
Posso,
 por vezes
 parar,
me entregar,
me dar por elas...

Vidas loiras,
azuis, amarelas...

 Sempre as mesmas,
sempre aquelas...
   
Almas benditas,
por mais que malditas,
vivem em mim...

E,
 sempre assim,
meu corpo morre,
dou minha vida, 
para aquelas,
 que ainda pobres,
 passaram 
por mim....
   
tioed (21/10/2013)

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