domingo, 5 de janeiro de 2014

A MORTE DE UM POETA

Já tinha pensado em parar um coração...
estancar um peito,
     jogar mundo afora...



                 Minhas mãos não me deixam,
meus pensamentos afloram...

Culpo minha boca,

que não sufoca...
que quer gritar,
falta-me a voz...

Mutilo-me,
me desfaço aos poucos,  
  até morrer...


Sempre, como sempre,
me matarei,
posso não viver,
deixar de sonhar
eternamente .

Prantos perder...
vidas buscar...
escravizar minha mente...


Quebrarei o lápis,
que te escreveu na minha vida...
matarei a borracha,
                                         que não quis te apagar...


tioed (11/02/2013)

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