Aos mortos que me matam,
a vida vos dou,
morro aos poucos,
em tempos,
dos tempos
em tempos,
dos tempos
da vida que passou...
Morram-me aos poucos,
matem-me quando puderem,
matem-me quando puderem,
vos dou minhas vidas...
Por mais que morra,
viverei, eternamente,
cravado,
nas suas vidas...
Chãos por onde pisei,
abram-se
abram-se
abaixo de mim,
assim largado,
estarei
dentro de mim...
Por mais que morra,
aos seus lembrares,
estarei aos seus redores,
por mais que saiam,
estarão
dentro de mim...
por mais que saiam,
estarão
dentro de mim...
tioed (08/09/2014)
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