ALVORECER
Cansado,
corpo quase morto,
busco meu porto,
quero estar deitado...
Noites benditas,
minhas desditas
vou abandonar,
cansado de perambular...
Nem sempre é assim,
morrendo em mim,
busco viver,
não ver o dia nascer...
Quase não respiro,
voz sufocada,
garganta fechada,
largo meu lado vampiro...
Sento-me a um canto,
busco um pouco de ar,
quase morrendo,
sinto o dia nascendo...
Doce explosão de cores,
olhem o céu,
no horizonte
um mausoléu,
morrem meus amores...
Negrumes se vão,
sou filho da noite,
meu maior açoite,
é ver o dia nascer...
Meus olhos se fecham...
Quando o dia nasce,
prefiro não ver,
minha musa morre
a cada alvorecer...
tioed (21/04/2015)
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