sábado, 20 de junho de 2015

RETIRO

RETIRO

Retiro meus dedos do teclado,
permanecerei calado,
não mais escreverei...

Fica aqui o passado,
deixo meus versos ao lado,
juras, não mais viverei...

Penso e fico parado,
de escrever estou cansado,
sem escrever, morrerei...

Porem, serei lembrado,
vendo meu corpo deitado,
aos choros e velas, 
queda-se um rei...

tioed (20/06/2015)

SUSSURROS

SUSSURROS



Foi assim,
com muita força,
com muita fé,
que ouvi uns sussurros,
antes de chegar o café.

Murmuravas,
e eu não entendia,
lábios ainda trêmulos,
procuravam os meus,
querendo dizer:
"bom dia"...
   
tioed (20/06/2015)


sexta-feira, 19 de junho de 2015

VEREDAS

VEREDAS

Pensamentos vagam, 
voam e levam minha mente...

Assim, de repente,
se apoderando de mim...

Como se minha mente
não pudesse pensar,
e, se pensasse,
traria você de volta...

Então, recuso essa serpente.
te afasto do meu presente,
me ponho a morrer,
mato meu renascer...

tioed 04/01/2014

terça-feira, 9 de junho de 2015

NADA

Olho,
busco
dentro de mim...

Sinto minha alma parada.

Uma gota de sangue,
um sopro de vida...

Um pouco de mim,
mais nada...

tioed (09/06/2015)




domingo, 7 de junho de 2015

DIAS DE LUTO

Não que as musas morreram,
apenas se esqueceram,
que no peito dos poetas,
quer queiram,
quer não,
pulsa um coração...

Não!
As musas não morreram,
não morreram pra valer,
apenas se esqueceram,
que um novo dia vai nascer.
   
Agora me recolho,
volto ao meu leito,
ajeito minha cama,
me deito...

Ainda que tardia,
espero uma frase morta,
 como as musas, 
quase, 
um pequenino "bom dia".

tioed (07/06/2015)



   



NASCIMENTO

Não sei se nasci.

Meus caminhos tortos,
minhas vidas,
quase todas mortas,
não valem as velas
 que me ofertam...

Hoje entrego meu corpo,
deito-me ao chão de onde vim...

Claras as noites,
escuros os dias...

Cego,
sem ver os degraus
dou meu corpo,
levem minha alma,
quedo-me as luzes,
tragam-me as cruzes,
não mais vou morrer...

Peguem meu elo,
vou pelas vias,
noites fugidias,
por mais que vadias
te quero vazias...

Mortes maldosas
caiam no esquecimento,
abram-se luzes,
apaguem-se cruzes...

Sem dores,
meus amores,
sem sofrimento,
vivam....

Vivam as musas que mato,
vivam as musas que morrem...

Vivam mulheres,
pessoas,
estou revivendo,
entrem no meu pensamento,
hoje estou renascendo...

Vivas,
quero as mortas...

Viva ao dia 
do meu nascimento...

tioed (07/06/2015)


quinta-feira, 4 de junho de 2015

MUSAS MORREM

MUSAS MORREM

Morrem hoje,
em todos os dias,
morrem as musas,
nascem as Marias...

Não sou poeta por acaso,
sento e escrevo,
meus versos se arrastam,
me aproximo,
 as musas se afastam...

Musas...

Doces borboletas...
voam,
procriam,
povoam os planetas...

Morrem,
como morrem os dias,
qual teus sorrisos,
que há pouco me abrias...

Sou poeta,
meus dedos correm,
te vivem,
te matam,
meus dedos escrevem,
seu eu quiser,
 as musas vivem,
se não quiser,
as musas morrem...

tioed (04/06/2015)