domingo, 7 de junho de 2015

NASCIMENTO

Não sei se nasci.

Meus caminhos tortos,
minhas vidas,
quase todas mortas,
não valem as velas
 que me ofertam...

Hoje entrego meu corpo,
deito-me ao chão de onde vim...

Claras as noites,
escuros os dias...

Cego,
sem ver os degraus
dou meu corpo,
levem minha alma,
quedo-me as luzes,
tragam-me as cruzes,
não mais vou morrer...

Peguem meu elo,
vou pelas vias,
noites fugidias,
por mais que vadias
te quero vazias...

Mortes maldosas
caiam no esquecimento,
abram-se luzes,
apaguem-se cruzes...

Sem dores,
meus amores,
sem sofrimento,
vivam....

Vivam as musas que mato,
vivam as musas que morrem...

Vivam mulheres,
pessoas,
estou revivendo,
entrem no meu pensamento,
hoje estou renascendo...

Vivas,
quero as mortas...

Viva ao dia 
do meu nascimento...

tioed (07/06/2015)


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