sábado, 28 de novembro de 2015

DE TODOS OS DIAS

DE TODOS OS DIAS

De todos os dias
uma maldade,
bebo uma taça,
por caridade...

Não sei se por amor,
não sei se por vaidade,
brindo-me a mim,
pego-me a minha idade...

Acordo cedo,
dos lençóis eu saio,
vou a rua sem medo,
na minha vida eu caio...

Assim, de todos os  dias,
bebo uma taça,
bebo as Lias,
engulo minha cachaça...

De todos os dias que bebo,
posso sair para a rua...

Bebendo não percebo,
que sua alma crua,
por mais que me doe,
caindo, sem ver a lua,
inda que voe,
dou minha alma,
encho minha taça,
bebo a cachaça,
me dou...

Minha alma
de todos os dias,
é tua...

tioed (28/11/2015)

Um espumante,
 pra minha amante
saber brindar...

Lias: do dicionário de nomes próprios
 "aquela que tem olhos doces";


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

PERDIDO

PERDIDO

Perdido por um só momento,
busquei meu pensamento,
longe de mim você estava,
minha alma não te encontrava...

Na sua mão uma espada,
na sua boca uma canção, 
no seu olhar uma esperança,
sabor de vitória,
sair da terra, 
voar,
alcançar a glória...

E eu, no meio da luta,
tentando lapidar sua alma,
me sentindo perdido,
não achava sua calma...

Não importa...

Vou me deixar abater,
sem medo de te perder,
vou me deixar esquecido,
ainda quase morrido,
ainda quase perdido,
vou te achar,
te amar,
esquecer que ainda há vida...

Aí sim,
 dentro dos nossos amores, 
calado, sem alarido,
amando e sendo amado,
poderei me sentir 
perdido...

tioed (19/11/2015)