Eu não diria ser
um poeta oculto,
mas perguntaria:
- poeta ou culto?
É a questão que me persegue ha tantos anos,
passo a passo, que triste sina...
Eu, que renasci de desenganos,
Andando longe da luz que ilumina,
e do fantasma da amada que me busca,
e do pó de vida, que o vento varreu...
Do poeta, eu diria que chamusca,
um pouco da vida, que a vida me deu.
Do esquife com que me presentearam,
restos mortais levanto, como vulto,
imagens dos sóis que pratearam
a porta frontal e o cruzeiro,
da capela deste culto.
tioed (19/08/1975)
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