segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

NEGO

NEGO

Nego a ti os versos meus,
que dos meus, 
não saberás.

Dos teus, muito aprendi,
apreendi,
e por eles, não morri.

Não morri pelos teus,
e pelos meus,
não morrerás.

A ti, eternizastes, 
cravastes o é por não é....
"E agora José"?

Dou um "stop" no meu carro,
jogo meus versos,
eis meu escarro.

Nego a ti os versos meus...
Cerro tua lápide, como um poeta faz:
não haverá "aqui jaz". 

(tioed 14/10/2017)

Versos dedicados a Carlos Drummond de Andrade

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