NEGO
Nego a ti os versos meus,
que dos meus,
não saberás.
Dos teus, muito aprendi,
apreendi,
e por eles, não morri.
Não morri pelos teus,
e pelos meus,
não morrerás.
A ti, eternizastes,
cravastes o é por não é....
"E agora José"?
Dou um "stop" no meu carro,
jogo meus versos,
eis meu escarro.
Nego a ti os versos meus...
Cerro tua lápide, como um poeta faz:
não haverá "aqui jaz".
(tioed 14/10/2017)
Versos dedicados a Carlos Drummond de Andrade
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