sexta-feira, 11 de maio de 2018

DESCAMINHOS

DESCAMINHOS

Cavo agora meu sepulcro,
sete palmos para me abrigar.
Deito minha alma,
vou descansar.

Deixo a vida...
Morte, me abrigue...
Só eu morro,
só minha vida se extingue.

Anjo, amor, musa, vida...
 Tu ficas eu me vou...
Vou buscar aquela lágrima
que ontem você chorou.

Se morrer comigo não vais,
porque morrer?
A morte não terá sentido,
se não suportar os teus "ais".

Então, não morro mais.
Encerro minha morte,
viverei nas tuas desditas,
por quanto minha vida suporte.

tioed (11/05/2018)

(in memoria de uma poesia perdida nos idos do milênio passado)

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