Desliza o sol pelo céu da tarde,
cai preguiçoso, sem pressa.
Cospe gotículas o mar
molhando minhas costas.
Horizonte ao longe, sem alarde,
a boca da noite, de abrir não cessa,
esperando o sol baixar,
entrando em sua boca, de mãos postas.
Volto o corpo, a frente o mar,
outro horizonte, um novo céu,
outro espetáculo a raiar,
abre-se a noite, despindo seu véu.
Nuvens envolvem a lua cheia,
voam mariposas, morcegos vampiros,
aranhas tecem sua teia,
ofegantes aos doces suspiros.
Dou-me ao mar, ondas a me abraçar,
fim das tardes, doce açoite,
dou-me ao mundo, vou me saciar,
todos os animais saem a noite.
tioed (24/08/2019)
vampiros ao fim do dia
ResponderExcluirMeu amigo TioEd ,muitoi inspirado.
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