Cessem dos teus braços
os abraços.
Meus passos
não suportam
os cansaços...
Sorrisos desencontrados,
descontrolados,
seus lábios tremem...
Falsos abraços,
meus braços temem...
Da pocilga de onde viestes,
sinto o cheiro em tuas vestes,
odores fétidos,
descalços, os teus pés,
mostram-me claro quem és...
Chega de ti para mim,
encerro meus versos enfim...
Não vales a cova que faço...
Cansadas mãos, cheias de calos,
te abandonam, te soltam aos valos.
tioed (19/05/2020)
Dou-te, então, tua última morada...
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