terça-feira, 19 de maio de 2020

VALOS

Cessem dos teus braços
os abraços.
Meus passos
não suportam
os cansaços...

Sorrisos desencontrados,
descontrolados,
seus lábios tremem...
Falsos abraços,
meus braços temem...

Da pocilga de onde viestes,
sinto o cheiro em tuas vestes,
odores fétidos,
descalços, os teus pés,
mostram-me claro quem és...

Chega de ti para mim,
encerro meus versos enfim...
Não vales a cova que faço...
Cansadas mãos, cheias de calos,
te abandonam, te soltam aos valos.

tioed (19/05/2020)

Dou-te, então, tua última morada...






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