sexta-feira, 31 de julho de 2020

DOIS COPOS

Eu saio todas as noites,
paro em um buteco qualquer, 
nem me sento, sequer.

Peço uma dose,
fico bicando,
bebendo aos poucos,
bebericando.

Peço um copo.

Brindo com um, 
e com  o outro,
rasgo as vestes, as fantasias.
Às gotas que restam,
dedico meus poemas,
minhas poesias.

Porque saio? 
Porque fora vou beber?
Beber em casa é sinal de escravidão,
beber em casa,
é assinar atestado
de solidão.

tioed (30/07/2020)

só para você

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