Eu saio todas as noites,
paro em um buteco qualquer,
nem me sento, sequer.
Peço uma dose,
fico bicando,
bebendo aos poucos,
bebericando.
Peço um copo.
Brindo com um,
e com o outro,
rasgo as vestes, as fantasias.
Às gotas que restam,
dedico meus poemas,
minhas poesias.
Porque saio?
Porque fora vou beber?
Beber em casa é sinal de escravidão,
beber em casa,
é assinar atestado
de solidão.
tioed (30/07/2020)
só para você
Nenhum comentário:
Postar um comentário