sexta-feira, 23 de julho de 2021

VIDA VADIA


Quem sabe ainda o encontre um dia,

nas minhas andanças, minhas jornadas.

Só sei da sua vida louca, vida vadia,

bebendo em um botequim,

perdido pelas calçadas.


Assim, querida, amiga minha,

não prometo, mas vou por ora,

sair do meu leito, que me aninha,

buscar por este mundo sem fim,

os seus poemas que nos acalora.


Sei que ele está por aí, pensando

nos melhores versos, só por versejar,

nas taças do amor bebericando...

não se preocupe, ele é mesmo assim,

fugidio das noites, amante do luar.


Ah! Marinheiro vagabundo, onde estás?

Vida vadia, caminhos errantes,

não pensas, um dia, voltares para trás?

Hei de te achar, no teu rumo dar um fim,

mostrar teus verdadeiros amantes.


Então minha amiga, minha senhora,

sem promessas, vou ao mundo, vou sair...

Não sei o dia, nem mesmo a hora,

mas vou achá-lo, e assim,

por fim nesta vida vadia, sem demora.


tio ed (23/07/2021)







 


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