terça-feira, 28 de setembro de 2021

HORIZONTES


Os versos de um poeta não têm dono,

poetas também não tem donos...

nem as musas os prendem,

as musas os perdem,

poetas e musas,

sóis e luas...


Suas mãos não seguram as minhas,

como as minhas,

não seguram

as suas.


Portanto por ora eu paro, não mais escrevo

susto minhas mãos, deixo as canetas

essas vadias escrevem

versos alhures,

pedidos,

pernetas.


Ora, se não são meus nem seus, os versos,

aquieto meus feitos, meus vãos.

Esses pequenos perversos

deixam minha alma,

peito meu te acalma,

segura por vez,

minha mão.


Versos que jogo aos montes, querida,

por favor, não me afrontes,

não são meus, nem seus

deixe-os perdidos,

ao lado, sim,

nos horizontes.


tioed (28/09/2021)





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