Tem tempo que não me vês,
faz tempo que não te vejo,
sufocam os dias o meu desejo,
meu corpo esfria,
me falta teu corpo,
me falta teu beijo...
Há dias que os dias passam,
viesses como devassa,
cravada nos sonhos meus,
me tirando do sono,
clareando minhas manhãs,
matando os dias meus.
Me arrastas pelos teus dias,
me abraças, me pegas,
durmo contigo,
sonho comigo,
noites vadias,
noites vazias,
pobre de mim
acordo sem ti...
Nas noites
os teus açoites,
já não me bastam,
por mais que te busque,
eles me afastam
dos sonhos meus.
Nas noites
os teus açoites,
já não me bastam,
por mais que te busque,
eles me afastam
dos sonhos meus.
Mesmo assim,
de tempos em tempos,
me vem aos braços,
me trazes a vida.
Sem teu calor,
minha alma perdida,
pobre,
jogada, esquecida,
jogada, esquecida,
te sente aqui,
me envolvendo,
marcando,
me devolvendo
o tempo que tive,
ao lado teu.
ao lado teu.
Tem tempo que a vida não passa,
teu corpo me abraça,
como se hoje,
inda fosse meu...
inda fosse meu...
Tem tempos que me "destroes,
que me corroes",
como se meu corpo,
como se meu corpo,
dilacerado,
não fosse só teu...
Tioed (14/04/2013)
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