terça-feira, 30 de abril de 2013

NOTURNO

Noturno, sorrateiro,
meu corpo inteiro,
precisa do seu...
  
Pelas vezes que acordo,
quando me busco,
cama vazia,
me acalmaria,
se,
nas minhas noites,
estivesse aqui...
  
Não que precise,
não que me busque...
Eu me maltrato,
me jogo ao asfalto,
me deito na cama,
que,
sem nome,
quase sem vida,
te aproxima de mim...
  
Oportuno,
um dia que passe,
terei sua face
no meu noturno,
longe de mim...
 
Estarei acordado,
meu corpo jogado
precisando do seu,
ao lado do meu...
Este corpo,
essa vida buscando,
 já moribundo,
já quase morto,
sabendo que, como sempre,
meu corpo precisa do seu...
  
tio ed (30/04/2013)


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