quarta-feira, 1 de maio de 2013

CORPOS

Aos poucos dou meu corpo,
vida da minha vida,
tereis amanhã
minha alma,
tão pobre,
desgraçada,
esquecida...
  
Vidas, minhas vidas,
amanhã a terra me cobrirá
estarei morto,
procurando por estas vidas,
caídas nas noites,
podres almas,
perdidas...
  
Corpo que desfalece,
que aos poucos se esquece
das vidas
que passaram pela minha,
que me tiveram,]
me pegaram,
 que foram minhas...
  
Príncipes, reis, rainhas...
  
Minhas mãos não me pegam,
mãos que
nunca
 foram sozinhas,
que não viram o deserto,
nem sentiram tão perto
o vazio que trago em mim...
 
As vidas que viveram sozinhas...
desgraçadas, mesquinhas...
vidas...
pedaços das minhas vidas,
por mais que carentes,
buscavam meu corpo,
que se juntavam aos corpos,
que nunca foram meus...
  
tioed (30/04/2013)
  
Corpos,
que de tão tortos,
não se encontram,
se escravizam dentro de si...
Perdidos, se sentem mortos...
 


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