Sim! como um dia de verão, de acesa
Luz, de acesos e cálidos fulgores,
Como os sorrisos da estação da flores,
Foi passando também tua beleza.
Hoje, das garras da descrença presa,
Perdes as ilusões. Vão-se as cores
Da face. E entram-te n'alma os dissabores,
Nublam-te o olhar das sombras da tristeza.
Expira a primavera. O sol fulgura
Com o brilho extremo. E aí vêm as noites frias
Aí vem o inverno da velhice escura...
Ah! pudesse eu fazer, novo Ezequias ,
Que o sol poente dessa formosura
Volvesse à aurora dos primeiros dias!
Olavo Bilac
(uma homenagem ao Poeta das Estrelas)
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