quinta-feira, 9 de maio de 2013

PÁGINAS BRANCAS

PÁGINAS BRANCAS   

Assim são os poetas,
vivem nas noites,
buscam os dias
palavras soltas,
pegam canetas
e páginas vazias...
Páginas brancas, virgens, castas,
procuram musas,
mulheres difusas,
por vezes confusas...
 
Assim se fazem os poetas,
sem saber o que fazer,
rabiscam nas páginas,
deixam se perder
em devaneios,
pensamentos alheios,
se põem a escrever...

Assim, me faço poeta
saio pela vida
vagando pelas ruas,
minhas mãos abanando,
procuram as suas...
   
Encontro uma caserna,
canetas em punho,
risco mais uma página,
em cada página branca,
deito teu corpo,
bebo um vinho,
enebriado,
 te faço eterna...
  
tioed (09/05/2013)
  
Juntos como sempre
fomos, assim, tipo caneta e papel...

Um comentário:

  1. Hoje, o Facebook me lembrou uma postagem, de dois anos atrás, em que eu falava dessa poesia. Transcrevo, aqui, o final do meu comentário:
    “O que é eternizado numa página em branco pode ser efêmero na vida real - Vinicius que o diga!”
    Então, sendo efêmero ou não, que seja eternizado em muitas e muitas páginas brancas!

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