Estampada estás,
como sempre estivestes,
na tua ausência...
Acordo, retiro o lençol,
cama vazia,
ao lado, fria,
a tua presença...
Caminho, ando...
tento trocar os passos...
pensando sentir,
ninguém me segue,
sinto a triste ausência...
Vou ao chuveiro,
eu mesmo giro o registro,
gotas solitárias,
caem uma a uma,
assim,
se juntas estivessem,
não mostrariam a ausência...
Ninguém pra pegar o sabonete
esfregar minhas,
costas,
mãos opostas,
mãos ausentes...
Toalhas voando,
me envolvendo, cobrindo,
(tu sabes, toalhas pequenas)
banho falho, me quero,
não me agasalho,
não eram tuas mãos,
a toalha levando...
Ausente...
mesmo assim sinto teu corpo,
ao lado do meu...
Me sento a mesa,
me invade a tristeza,
a tua ausência, se enche em mim...
Saio sem o café,
me ponho em pé,
cresce essa ausência,
sem tua presença,
deixo de te amar,
de te querer,
perco a fé...
tioed (09/05/2013)
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