Assim, como se pudesse,
entrastes em minha casa,
pegastes a vassoura,
varrestes meus pés...
Matastes minha alma,
meu coração...
Deito meus dedos,
perco os enredos,
decepo as mãos...
As mãos das poesias,
se sentem vazias,
não mais querem ser,
sem escrever,
se quedam aos poucos,
se deixam morrer...
Entrastes em minha casa como quisestes,
pegastes as vassouras,
varrestes meus pés...
Pobre de mim,
quem sabe assim,
saibas de mim...
Trancarei as portas,
que inválidas, mortas,
te deixaram entrar...
Mortos os sonhos,
sem saber quem tu és
dentro de ti, me dou, me deixo cair,
te entrego meus pés.
tioed (13/06/2013)
Mortos os pés,
nada postarei...
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