Perpétua...
(como perpétuas as tens nos meus desdéns)
(como perpétuas as tens nos meus desdéns)
Tua doce mania,
de me deixar um "bom dia"
sem ter você...
Quando me falas,
os alaridos
maltratam meus ouvidos,
perco os sentidos,
me viro ao lado,
na minha cama,
a triste lama
me afoga em você...
Aí, pensando bem,
aos meus améns,
nos meus aquéns,
sobravam poucos de um você...
Pensava que me falavas,
doces palavras,
às escondidas
me crucificavas...
"Doces dias,
os bons teus"...
Quanto mais eu te amava
os teus "bons-dias",
matavam minhas manias,
de viver sem você...
Lanço,
abro meus braços,
os meus cansaços me venceram...
Meus corpos me matavam,
enterravam os dias
os doces dias,
doces "bom dias"
que não perdi...
Pega o martelo,
te dou,
de novo,
minhas mãos...
Podes pegar,
podes pregar,
apregoar...
Minhas mãos,
que se fazem nuas
sempre foram só tuas...
Crave minha mão
apregoe meu coração,
bate o martelo,
podes perfurar,
podes cravar...
Quanto mais cravas,
minhas mãos escravas,
mais, e, mais,
se deixarão ser tuas,
sentindo-se nuas,
te entrego as duas
serão só tuas,
(podes pregar)
encravar...
tioed (13/08/2013)
Meus corpos me matavam,
enterravam os dias
os doces dias,
doces "bom dias"
que não perdi...
Pega o martelo,
te dou,
de novo,
minhas mãos...
Podes pegar,
podes pregar,
apregoar...
Minhas mãos,
que se fazem nuas
sempre foram só tuas...
Crave minha mão
apregoe meu coração,
bate o martelo,
podes perfurar,
podes cravar...
Quanto mais cravas,
minhas mãos escravas,
mais, e, mais,
se deixarão ser tuas,
sentindo-se nuas,
te entrego as duas
serão só tuas,
(podes pregar)
encravar...
tioed (13/08/2013)
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