
Nasce pobre, o crepúsculo vespertino,
deitando sombras, abrindo meu destino...
Agita-se meu corpo, o coração acelera,
desperta o vampiro, outra noite me espera...
Trêmulas mãos, quase a lápide não arrastam,
debilitado o corpo, poucas forças não bastam,
trepidando, levo este corpo exangue,
deixo o mausoléu, parto em busca de sangue...
Sopra brisa leve, em minha cripta,
Esperam-me ruas, becos, alamedas escuras,
o encontro da sobrevida, lar das amarguras...
Lanço-me ao destino, arrasto-me à sorte,
esqueço a tumba, busco vida, sufoco a morte...
Ao longe, suspiros, passos marcam forte o chão...
Sôfregas nuvens envolvem, da lua, o clarão...
Um doce perfume, já conhecido, preenche o ar
flutua minha alma, vida, desejo de amar...
Sigo... bem sei onde me levam os perfumes,
sufocam a garganta, quebram meus queixumes...
Sei... esse não é um perfume qualquer,
tem odor adocicado, suave, perfume de mulher...
Por mais que fujas,
por mais que te abrigues,
te sigo e te encontro,
em vida ou em morte, sem calma,
pois busco tua alma...
Cadenciando, sorrateiro, passo a passo,
sigo as batidas do coração, não perco o compasso,
vivenciar, eis por onde vou,
re-vivenciar, no caminho onde estou...
Vivenciando, te deixarei me amar,
seguindo, como sempre, o teu perfume,
me farei inebriar,
até que, em um ato místico,
não tenhamos só os corpos...
Nos faremos em amor,
até que haja a perfeita purificação,
em um ato místico de entrega,
em busca do inatingível,
nos faremos amar...
Ainda, envolto em sombras, me abrigo...
nas alamedas infindáveis, te sigo...
logo, o sol estará deitando suas cores,
no negrume do céu...
Como sempre tem sido,
por todos os dias,
descortinará o véu...
chegando minha hora,
desperta o vampiro, outra noite me espera...
Trêmulas mãos, quase a lápide não arrastam,
debilitado o corpo, poucas forças não bastam,
trepidando, levo este corpo exangue,
deixo o mausoléu, parto em busca de sangue...
Sopra brisa leve, em minha cripta,
suave, lumes nos candelabros agita,
toca minhas pálpebras cerradas,
findando um novo dia, tardes acabadas...
o encontro da sobrevida, lar das amarguras...
Lanço-me ao destino, arrasto-me à sorte,
esqueço a tumba, busco vida, sufoco a morte...
Ao longe, suspiros, passos marcam forte o chão...
Sôfregas nuvens envolvem, da lua, o clarão...
Um doce perfume, já conhecido, preenche o ar
flutua minha alma, vida, desejo de amar...
Sigo... bem sei onde me levam os perfumes,
sufocam a garganta, quebram meus queixumes...
Sei... esse não é um perfume qualquer,
tem odor adocicado, suave, perfume de mulher...
Por mais que fujas,
por mais que te abrigues,
te sigo e te encontro,
em vida ou em morte, sem calma,
pois busco tua alma...
sigo as batidas do coração, não perco o compasso,
vivenciar, eis por onde vou,
re-vivenciar, no caminho onde estou...
Vivenciando, te deixarei me amar,
seguindo, como sempre, o teu perfume,
me farei inebriar,
até que, em um ato místico,
não tenhamos só os corpos...
Nos faremos em amor,
até que haja a perfeita purificação,
em um ato místico de entrega,
em busca do inatingível,
nos faremos amar...
Ainda, envolto em sombras, me abrigo...
nas alamedas infindáveis, te sigo...
logo, o sol estará deitando suas cores,
no negrume do céu...
Como sempre tem sido,
por todos os dias,
descortinará o véu...
chegando minha hora,
fujo da luz,
volto ao mausoléu...
tioed (24/07/2014)
link: http://edivalamorim.blogspot.com/2014/01/4-da-manha.html
Foto e montagem Darcy Puga
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