domingo, 29 de dezembro de 2013

SUSPIROS

Suspiros,
os meus vampiros
se apegam 
em mim...

Quase me deito...
 em meu doce leito,
se apoderam
de mim..

Vago pelas noites vagas,
com teu perfume me embriagas,
vais ao meu âmago,
por fim...
   
Me encho todo de ti,
não vivo, senão por ti,
 os pulmões quase quebram,
assim...
   
Eis então, que vens,
após engolir meus desdéns, 
rasgas minha garganta, foges
de mim...

Pega meu suspiro,

eis aqui o teu vampiro,
não fujas mais, te apodera
de mim...
   
tioed (29/12/2013)

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

SEXTA FEIRA 13



Por mais um século onde minhas noites são longas,

tento galgar, tento buscar você...
Inda assim por não te achar,
mais um século há de passar,
sem te ver, sem te sentir...
   
Raras são as vezes, raros os momentos,
os meus lamentos são para te acordar no porvir,
outro dia assim, podes tentar, sem conseguir,
rasgo teus véus, mato-me por todas as vezes
   
Não terás outra oportunidade de ver,
de sentir, outro dia se passar
sem se queixar,
   
Não verás assim,
outro dia se passar,
sem te marcar,
 te deixo a sexta 13...
   
Tioed homenagem à sexta-feira 13, (13/12/2013)
   
                            Para a minha adorada sobrinha, 
                            outra bruxinha, que nasceu na minha vida,
                            te amo Mari... 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

AMARROTADO

Foi assim, meio parado,
que acordava em mim...

Teu corpo jogado,
pouco apagado,
me sentia em mim...
   
Nem do sono eu voltava,
ali estava,
 aquele espelho,
me revirava,
me revoltava, 
e retratava 
um pouco de mim...
   
Vestes injustas,
não me assustas
no teu presente,
quando estás à minha frente...

Corpo carente,
por mais que ausente,
tua alma quente,
refletia em mim...
   
Foi assim, 
teu corpo jogado,
quase ao meu lado,
foi apagado,
(e apagou-se)
um pouco em mim...

Mesmo assim me dou à lida,
pego o que restou de ti,
passo os passos que te passam,
desamasso,
tiro as rugas,
me desdobro,
no meu compasso,
maltratado.
estragado,
te devolvo à vida...

me entrego, amarrotado...
   
(tioed 09/12/2013))

sábado, 7 de dezembro de 2013

MEIO DA TARDE

Meio tarde, no meio da tarde,
me acorda um vulto, faz alarde,
sussurra aos meus ouvidos,
faz alaridos, gritos perdidos, doídos...
   
Deveria, poderia não acordar...
Viro-me, sinto o chão se desmanchar,
a cripta vibra, meio da semana,
ainda é quarta, descansa, desirmana...
   
Fúria insana, não vês que me quedas?
Que me derrubas? 
Que me pões aos chãos?

  Não, talvez não sintas,
que nas tardes famintas,
desejo você...
   
"Nunca é tarde demais"... 

Os meios das tardes
predizem as noites
que não findarão...

Dias nascem, 
dias morrem,
nos meios das tardes,
meus sonhos virão...

Assim me levo ao solo,
procuro um peito,
me aquieto,
meu sono incerto
buscam o colo,
no meio da tarde,
eu busco você...
   
tioed (07/12/2013)

(não poderia deixar um pé,
seria pouco,
nem deixo a mão,
me desfaço,
podes levar,
é teu o meu coração)

DIAS PERDIDOS

Foram assim
dias queridos,
onde estavam as vidas,
noites esquecidas,
buscavam viver...

Eram assim,
são assim,
morrendo em mim,
te faço viver...

Dias esquecidos,
meus dias morridos
estão em você...



tioed  (07/12/2013)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

OLHOS TRISTES

Não,
 mesmo assim não me vistes,
olhos tão tristes, 
não poderiam me ver.

Passastes,
olhos molhados,
não pude crer...
   
Porque insistes,
passar por mim,
se fazendo morrer?
   
Sei que me vês,
sei que me olhas,
porque me perder?
   
Erga tua tez,
é a tua vez,
de sobreviver...

 Saia sorrindo,
não me vistes,
  e eu, não vi,
teus olhos sorrindo...
   
tioed (05/12/2013)