segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

AMARROTADO

Foi assim, meio parado,
que acordava em mim...

Teu corpo jogado,
pouco apagado,
me sentia em mim...
   
Nem do sono eu voltava,
ali estava,
 aquele espelho,
me revirava,
me revoltava, 
e retratava 
um pouco de mim...
   
Vestes injustas,
não me assustas
no teu presente,
quando estás à minha frente...

Corpo carente,
por mais que ausente,
tua alma quente,
refletia em mim...
   
Foi assim, 
teu corpo jogado,
quase ao meu lado,
foi apagado,
(e apagou-se)
um pouco em mim...

Mesmo assim me dou à lida,
pego o que restou de ti,
passo os passos que te passam,
desamasso,
tiro as rugas,
me desdobro,
no meu compasso,
maltratado.
estragado,
te devolvo à vida...

me entrego, amarrotado...
   
(tioed 09/12/2013))

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