Foi assim, meio parado,
que acordava em mim...
Teu corpo jogado,
pouco apagado,
me sentia em mim...
Nem do sono eu voltava,
ali estava,
aquele espelho,
me revirava,
me revoltava,
e retratava
um pouco de mim...
Vestes injustas,
não me assustas
no teu presente,
no teu presente,
quando estás à minha frente...
Corpo carente,
por mais que ausente,
tua alma quente,
refletia em mim...
Foi assim,
teu corpo jogado,
quase ao meu lado,
foi apagado,
(e apagou-se)
(e apagou-se)
um pouco em mim...
Mesmo assim me dou à lida,
pego o que restou de ti,
passo os passos que te passam,
desamasso,
tiro as rugas,
me desdobro,
no meu compasso,
maltratado.
estragado,
te devolvo à vida...
me entrego, amarrotado...
(tioed 09/12/2013))
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