Meio tarde, no meio da tarde,
me acorda um vulto, faz alarde,
sussurra aos meus ouvidos,
faz alaridos, gritos perdidos, doídos...
Deveria, poderia não acordar...
Viro-me, sinto o chão se desmanchar,
a cripta vibra, meio da semana,
ainda é quarta, descansa, desirmana...
Fúria insana, não vês que me quedas?
Que me derrubas?
Que me pões aos chãos?
Não, talvez não sintas,
que nas tardes famintas,
desejo você...
"Nunca é tarde demais"...
Fúria insana, não vês que me quedas?
Que me derrubas?
Que me pões aos chãos?
Não, talvez não sintas,
que nas tardes famintas,
desejo você...
"Nunca é tarde demais"...
Os meios das tardes
predizem as noites
que não findarão...
Dias nascem,
dias morrem,
nos meios das tardes,
meus sonhos virão...
Assim me levo ao solo,
procuro um peito,
me aquieto,
meu sono incerto
buscam o colo,
no meio da tarde,
eu busco você...
tioed (07/12/2013)
procuro um peito,
me aquieto,
meu sono incerto
buscam o colo,
no meio da tarde,
eu busco você...
tioed (07/12/2013)
(não poderia deixar um pé,
seria pouco,
nem deixo a mão,
me desfaço,
podes levar,
é teu o meu coração)
seria pouco,
nem deixo a mão,
me desfaço,
podes levar,
é teu o meu coração)
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