sábado, 21 de junho de 2014

FONTES

Águas de onde não posso beber,
meu caminho quase a morrer,
me dou à vida,
 quero nascer...

Jorram as águas nos meus caminhos,
as doces lágrimas revelam,
dos teus prazeres,
 as tuas mágoas.

Eis minha sede, quero beber..   
   
Abra teus olhos,
 podes chorar,
quero beber.
  
Vou por onde não devo,
meu corpo cai,
caindo,
 te peço,
 abra meus olhos,
preciso ver.

Já quase cego,
vejo teus olhos,
 de onde sai  a vida,
que quer morrer...
   
Águas que matam minha sede,
que molham teu rosto,
doce desgosto,
não posso beber...
      
tioed (21/06/2014)

  

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