sexta-feira, 13 de junho de 2014

JARDIM

Deixo uma adaga 
na tua mão,
pegue-a
crave meu coração...
   
Rasgue,
deixe que o sangue jorre,
cuide de mim,
como quem morre...

Molhe este chão...
   
Crave a adaga,
solte tua mão,
não tenha pena,
crave outra vez,
não pare...
  
Depois chore...

Tua lágrima será semente...
   Do meu corpo cadente,
surgirá um botão carente...

Meu corpo rasgado,
terá como saga,
um coração cortado,
mostrando, como presente,
brotando no meu jardim,
uma flor...

"Teu corpo ardente
 plantado dentro de mim".
   
(tioed) 13/06/2014

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