POESIA
Não valho mais que uma cachaça,
sou apenas uma poesia,
ninguém me olha,
ninguém me aprecia,
ninguém me lê.
Sou revestida de dissabores,
nem os amantes,
nem os amores...
Nasci morta
sem alegria,
ninguém me vê.
Mesmo os palhaços, que se pintam,
riem por rir, até da desgraça,
soltando galhofas
no meio da praça...
Nem eles, de mim,
acham graça...
Me perco dos incultos à mercê...
Ah! Se nasci tão sem graça,
os boêmios, quem sabe
um dia me vejam,
um dia me leiam,
sintam minha alegria,
entendam o meu porque.
Não queiram, falsos poetas,
malditos profetas,
riscando duas linhas,
me bem dizer,
criando uma rosa,
um ramalhete,
ou um pequeno buquê.
Não me veem nos contos de fadas,
de rimas mal dadas,
nos caldeirões de bruxas,
nas poções sutis,
nos versos infantis
de Branca de Neve
ou Saci Pererê.
Ainda mais longe, nesta busca insana,
será que a profana,
realmente me entende?
Será, querida musa,
que você compreende,
me enxerga de verdade?
Ou será, que nem mesmo você?
tioed (05/04/2017)
criando uma rosa,
um ramalhete,
ou um pequeno buquê.
Não me veem nos contos de fadas,
de rimas mal dadas,
nos caldeirões de bruxas,
nas poções sutis,
nos versos infantis
de Branca de Neve
ou Saci Pererê.
Ainda mais longe, nesta busca insana,
será que a profana,
realmente me entende?
Será, querida musa,
que você compreende,
me enxerga de verdade?
Ou será, que nem mesmo você?
tioed (05/04/2017)
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