Pare!
Não vês que assim
divides meus dias?
Nas noites,
me desmancho em versos,
aos dias,
te embriagas com minhas poesias.
Pare!
Estou cheio de mim,
não era o que querias?
Embriago-me de seres,
noite afora, andando...
de seres notívagos,
também perambulando.
Pare!
O que queres de mim?
Ver-me de noites vazias?
Vermes de noites vadias,
("ébrios de seres")
sem serem o que são,
deixo-me,
ao se embriagarem,
dos seres do meu coração.
tioed (20/11/2019)
"ébrio de seres"
dos versos do mestre
Fernando Pessoa
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