sexta-feira, 29 de novembro de 2019

FANTASIA

Sento-me só, a cadeira ao lado,
porta o espectro que sobrou.
Eis-me assim, vendo jogados,
todos os nadas que você jurou.

Nada para lembrar, mesmices...

Então, ao meu canto, parado,
buscando sorver o que você deixou,
volto a rever o passado,
um copo vazio, onde você bebericou.

Nada para lembrar, crendices...

Sinto-me só, na cadeira, ao lado,
um vulto ainda resta, só o que sobrou.
Ébrio de beber você, no templo sagrado,
minha alma bebe o espectro que aqui ficou.

Nada para lembrar, meninices...

tioed (29/11/2019)




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