Eis meu conforto...
do covid19 quase morto,
deito minha pena no teu corpo...
Já não és mais pura,
meu sangue jorra sobre ti,
rasgo-te com meus versos,
quebro minha jura.
Jurei não te escrever,
não falar de ti,
em ti não pensar...
morrer sem escrever,
morrer sem respirar...
Eis-me quebrando a jura,
antes, branca, eras tão pura,
que jurei não te marcar...
Jogo, então minha jura,
vou de carona,
me dou ao corona,
morrer sem respirar...
Quebro, então, minha jura,
teu corpo hei de rasgar...
jogando meus versos em ti,
teu poema vou deixar.
Deito em ti minha pena,
no teu corpo, meu rabiscar ...
Quebro minha jura,
no meu ultimo suspiro,
teu nome vou resguardar...
tioed (31/03/2020)
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