FONTE DA SAUDADE
Jogo minhas vestes...
morrerei a míngua...
Nada do que me destes
umedeceu minha língua.
Veredas, caminhos mortos...
boca seca, lábios rachados...
meus braços postos
negam os dias passados...
Assim se foram os dias,
plenos de pura maldade,
bebi apenas o que querias
vivi apenas a tua verdade.
Vês o que fizestes?
Sufocastes minha realidade!
Rasgo, então, minhas vestes,
bebo apenas a fonte da saudade...
tioed 11/03/2020
não é apenas uma rua,
é o engolir uma dor que não
passa pela garganta!
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