sexta-feira, 20 de março de 2020

VADIANDO



amanhece, nem acordei direito...
um frenesi de amor rasga meu peito...
sempre espero mais de você, 
não saciou minha sede,
nem minha fome... e, sedento,
continuo ávido, faminto...

você, que me enche de inspiração,
de poesias, de amores,
não é capaz de apagar
meus fantasmas,
os que habitam meu quintal...
joga fora esses plasmas...

fantasmas que habitam meu quintal...
vultos que  me corroem,
me deitam na terra,
a eterna guerra
que você me deu,
minha eterna masmorra!

amanhece! deixe o dia raiar...
vou regar minhas flores,
cuidar dos meus amores...
cultivar ervas daninhas,
permanentes rainhas
no meu castelo real.

amanhece! um sol tímido vem rasgar
as pesadas nuvens, flutuantes no ar...
meu quintal irrequieto, tenta me acalmar...
dou-me, então, ao mundo, 
eterno vagabundo, vou ao léu,
saio de casa, vou viver, vou vadiar...

tioed (20/03/2020)



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