Eu quis turvar
a agua límpida da fonte,
quis rasgar, insano,
o céu, entre as estrelas.
Em corrida desvairada,
tornar opaca
a luz que tocava meus olhos,
e me ofuscava.
Viria a sede
e secaria a garganta
dos que não me seguissem.
Turva, a poluída agua,
mataria o verde das plantas,
as flores não mais exalariam perfumes,
as sementes não germinariam,
a terra seria infértil...
...Mas, estanque,
vi a luz que se aproximava
e me presenteava
com jardins primaveris.
A fonte jorrava, endeusando a terra,
quando, morto pela consciência,
senti-me envolto em seus braços,
e pude ver a luz
resplandecendo em seu olhar,
penetrando no meu,
queimando,
dilacerando meu coração.
tioed (20/02/1978)
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