Eu sou aquele que um dia te olhou
com olhar meigo e o coração singelo,
e se deliciou com a luz do teu olhar,
que é sem dúvida, de todos o mais belo.
Aquele que te teve em seus braços,
que ao teu encontro muitas vezes veio
para ter-te novamente em seus abraços
e sentir o calor estonteante do teu seio.
Aquele, a quem amas, penso.
A quem beijastes com calor,
aquele, que confiando no teu amor,
só te trouxe desilusão e dor.
Sim, sou aquele que não te soube amar,
e o amor que me destes, sei que não mereço.
É pensando nestas palavras, que estou tão triste,
e é por isso que padeço.
Sou aquele, que nunca se humilhou a ninguém,
que pensou contra a humilhação sempre lutar,
e hoje aos seus pés vem pedir que tenhas compaixão,
e, as migalhas do teu amor, venhas me ofertar.
tioed (14/05/1969)
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