Eu poderia ter a vida,
sem ver a morte,
ter o corpo e alma
livres para transporte.
Ter as mãos soltas
a navegar pelos ares,
possuir deuses,
nas idas e voltas.
Possuir deuses e seus altares.
E nem me valeria, talvez,
das vezes em que subisse,
se, cada subida,
por sua vez,
me abalasse e eu caísse.
Pois cairia na morte,
sem ter sequer a vida,
sem ter, sequer, a sorte
de ter seus braços,
minha eterna guarida.
de ter seus braços,
minha eterna guarida.
tioed 31/10/1977
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