terça-feira, 4 de setembro de 2012

ESCRAVO


É da maneira que és, que te quero:
simples, meiga, sedutora,
me amando com amor sutil e sincero,
tornando-me teu escravo, minha senhora.
  
Escravo do teu silêncio, dos teus beijos;
escravo da tua presença e da tua ausência;
escravo da tua fuga, que me enche de desejos;
escravo do teu amor, cheio de ciência.
  
Eu te quero da maneira que és,
que, estando perto, te afasto,
querendo, louco, atirar-me aos teus pés.

É por querer-te assim, que de ti não me basto,
e não procuro saber quem não és,
nem me canso da corrente de escravo que arrasto.
  


tioed (15/10/1974)

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