Meus pedaços podres
já não seguram minhas mãos,
escorregam entre meus dedos,
escapam, saem pelas portas...
Portas entreabertas,
tenho uma fresta,
me dá florestas de galhos secos..
Chão árido,
terra infértil, gado morrendo ali.
Busco uma gota de água,
mãos sujas, barrentas,
parecem sangrentas,
me dão a vida...
Um pouco de ar, volto a respirar,
minha vida, sem vida,
vista pela fresta,
me joga ao lar...
Vejo, não me vejo,
sinto, não me sinto...
Meu corpo faminto busca uma gota,
um pouco de agua.
Vejo, sinto,
meus pedaços não me querem,
minhas mãos não me seguram,
meu corpo não me quer,
preciso um pingo,
um pouco de vida,
um amparo...
Pedaços de vida,
minha alma perdida,
passando aos dedos,
me trazem aos medos,
me fazem segredos,
abrem as portas,
as folhas mortas,
aos meus pedaços,
me fazem morrer...
tioed 16/10/2012
Passados vários dias, poesia enroscada,
garganta rasgada,
se fez renascer...
parado ao seu lado,
me fez reviver...
meu corpo não me quer,
preciso um pingo,
um pouco de vida,
um amparo...
Pedaços de vida,
minha alma perdida,
passando aos dedos,
me trazem aos medos,
me fazem segredos,
abrem as portas,
as folhas mortas,
aos meus pedaços,
me fazem morrer...
tioed 16/10/2012
Passados vários dias, poesia enroscada,
garganta rasgada,
se fez renascer...
parado ao seu lado,
me fez reviver...
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