Em pleno dia
abrem minha cripta,
arrastam a lousa
que me protege,
revolvem minha terra,
meu solo sagrado...
me despertam
me fazem acordar
mal acordado...
Nem dormir, eu posso,
nem acordar me deixam,
meus ossos cansados,
buscam vingança,
já sem esperança,
busco matar ou morrer.
Meus olhos, ainda fechados,
não vêem,
qual dos corpos amaldiçoados,
quebram meu silêncio...
Ainda é dia...
não vejo direito,
mãos, mal pensamentos,
sufocam meu peito...
Não sei quem me ataca,
procuro, em vão,
enxergar,
preciso matar,
quer seja loira ou morena,
esta doce pequena,
que me desperta dos sonhos,
me acorda dos sonos,
me põe na vida...
tioed 24/10/2012
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