Pensando quem és
olhas os pés,
olhas para os teus,
me confundes,
achas os meus...
Ali, deitada,
a cama, coitada,
se desalinha,
meu corpo definha,
perde o meu rumo...
Me perde, me olha,
(me pergunta: são dois?)
Nem sei, estava só,
meus olhos, sem dó
me confundiram,
se misturaram...
Estavam os meus,
vieram os seus,
seus pés procuram os meus,
roçam os meus,
me fazem carinhos,
me abrem caminhos
pensando nos seus,
eu tive os meus...
Estando tão só,
só vendo dois,
um sonho, depois,
me pega, me leva,
me atreve...
Volta a cama a me confundir,
toda cansada,
se sente molhada,
ao meu suor...
Volto aos pés...
vejo os meus, procurando os seus...
Os meus, são seus,
os seus, são meus,
os nossos, perdidos,
se fazem carinhos,
se perdem na cama,
esquecem que amam...
Pés...
os meus, podem ser seus,
os seus, podem ser meus...
Os nossos se pegam,
se enroscam,
se perdem,
não se perdoam,
se entrelaçam, se embaraçam,
se acham,
depois...
tioed (03/11/2012)
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